Prefeitura confirma primeiro caso de febre amarela em Campinas; registro é autóctone

Secretaria de Saúde de Campinas (SP) confirmou, na tarde desta quarta-feira (19), o primeiro caso de febre amarela no município. De acordo com a Vigilância Epidemiológica, um idoso de 63 anos, morador do distrito de Sousas e que antes era tratado como um registro suspeito, teve o resultado positivo para doença após exames do Instituto Adolfo Lutz. Ele passa bem e está internado em um hospital público da cidade. O caso é autóctone, ou seja, o paciente não viajou para outro locais.
A Prefeitura ainda aguarda o resultado de outro registro suspeito de febre amarela. Segundo a Secretaria de Saúde, o jovem tem entre 25 e 30 anos e também é morador da zona rural de Sousas, onde foram encontrados, até esta quarta-feira, sete macacos mortos com a doença.
Desde o início do ano, outros três casos suspeitos de febre amarela em moradores de Campinas foram investigados e descartados pela administração municipal. Todos os registros eram importados. Ainda segundo a Vigilância, toda a população da zona rural da cidade já está vacinada contra a doença.
Vacinação
Na segunda-feira (17), todos os centros de saúde de Campinas passaram a disponibilizar a vacina contra a doença. No entanto, quem procurou os postos enfrentou transtornos. Na última semana, a Prefeitura tinha garantido que a imunização ocorreria em todos os dias e no horário de funcionamento das unidades, sem senhas, mas não foi o que ocorreu no 1º dia de ampliação da vacinação em alguns locais.
Ao G1, o secretário de Saúde da cidade, Carmino de Souza, confirmou que houve falhas e disse que já reforçou as orientações nas unidades. Cada um dos centros de saúde vai receber 400 doses da vacina por semana para imunizar a população. No entanto, a pasta afirmou que não fará campanha e que quem não frequentar o distrito de Sousas ou não for viajar para área de risco não precisa receber a vacina.